por Richardson Amorim 

Nossa história começa em 2001, quando movidos pelo amor à música formamos a banda “o vento”. Com Richardson nos vocais e guitarra, André Melo na bateria e Benito Ceccato no contra-baixo, fizemos nossas primeiras apresentações que aconteciam principalmente na UFMG. No repertório, músicas do Deep Purple, Dire Straits, Marillion e Pink Floyd se misturavam às próprias composições e contribuíam como fonte de nossas influências melódicas. O tema das letras emerge no pensamento de um estudante de biologia que concluiu, apesar do pragmatismo inerente à ciência, que aquele que buscar suas respostas matematicamente deverá necessariamente levar em conta a intencionalidade, o amor e o altruísmo contidos na vida, pois ainda que os definam como simples resultados de interações químicas rastreáveis, não podemos ignorar a natureza transcendental e lúdica de seus efeitos; tal como àquele que buscar suas respostas espiritualmente não deverá deixar de perceber e atribuir o devido caráter sagrado ao DNA, fruto da Unidade que a todos criou -  
personificada em sua estrutura fundamental que confere vida a tudo que é vivo; e assim sendo, também a conclusão de que no princípio de sua inviolabilidade, ou seja, com o fim de toda forma de sofrimento infringido direta ou indiretamente contra qualquer organismo constituído a partir do DNA, está o caminho da Paz. A resposta dentro de nós.


A inteligência contida no DNA será capaz de realizar os sonhos mais impossíveis, e com nossa tecnologia proferida em nome da vida apenas, como protetores de toda ecologia, é possível romper com a seleção natural como mecanismo evolutivo, levando ao fim de toda dor, demonstrando que ainda que o caos seja inegável, também é a intenção contida na vida.
Como a música é o resultado do equilíbrio entre tempo e melodia, finita em suas sete notas, mas que se faz infinita em suas combinações, assim haverá de ser a vida, resultado do equilíbrio entre a matéria e a luz, em sua mais nobre manifestação, o amor, que deverá nos guiar a partir daqui.

Em 2007 decidimos nos dedicar à gravação do nosso primeiro álbum, “três divinas letras”, que contou com a participação fundamental de Rochelle Lima nos vocais nas faixas 7 e 12, e em julho de 2009 concluímos a gravação de nosso segundo álbum, Equilíbrio Vital, que contou com Mário Gonzaga na co-produção. Nesse mesmo período passou a fazer parte do grupo o tecladista Othon, que contribuiu de forma fundamental para a conclusão da obra.

Sejam bem vindos